Histórico dos buquês de noivas

      Em todas as sociedades, cerimônias e ritos de passagem, as flores marcam transições e criam conexão sagrada com pontos de mutação. Do berço ao túmulo as flores marcam momentos importantes da vida humana, com simbolismo ligado à transição, evolução e autoconhecimento: batizados, aniversários, festas de 15 anos, formaturas, casamentos e funerais. A seleção de flores nobres, em especial das orquídeas dos gêneros Cattleya ou Vanda, tem um simbolismo especial, porque permite compor: uma elegante decoração de igreja; equilibrados arranjos florais para mesas e salões; ornamentos de mesas com harmonioso colorido e fragancias sutis; toques mágicos nas lapelas do noivo, pais e padrinhos; delicados ramalhetes; exóticos arranjos de cabelos das convidadas; belíssimos buquês de noiva, que acompanham o book de fotos da cerimônia religiosa e da despedida, quando o buquê é jogado ou presenteado à melhor amiga solteira. As orquídeas são flores de rara beleza e esplendor, que representam a beleza feminina, o grande amor, a perfeição artística, a pureza espiritual e o adeus àqueles que partem desta vida.

      A tradição do buquê de noiva surgiu na Grécia Antiga. Naquela época, ele era recheado de simbologia e um dos principais acessórios que acompanham o traje de uma noiva. Formado inicialmente por grãos e não por flores que, segundo a lenda, traziam fortuna para os noivos e afastavam maus espíritos.

        Atualmente o buquê pode não ter todos esses significados, mas continua ganhando atenção exclusiva das noivas. A admiração por esse acessório é tão especial que algumas noivas presenteiam pessoas importantes como a mãe, a irmã ou a melhor amiga com o buquê usado no casamento. Em casos extremos, algumas pessoas pedem para desidratá-lo para guardá-lo para sempre ou, mandam confeccionar outro buquê extra para ser jogado durante a festa.

        Pode-se dizer que parece fácil escolher o buquê ideal, no entanto, além do gosto e do estilo da noiva devem ser levados em conta outros critérios como o modelo de vestido, porte físico da mulher, maquiagem e decoração do local da festa (tema da festa) e da cerimônia religiosa.

         Os cuidados especiais com o buquê se extendem até a hora do casamento. Como as flores são sensíveis, principalmente as de Cattleya, deve-se condicionar o buquê de forma adequada para que ele não murche antes da cerimônia. No Nordeste e Norte do Brasil e no verão da região Sul e Sudeste recomenda-se uma atenção redobrada em decorrência do calor. Logo, mantê-lo hidratado e refrigerado é essencial para evitar contratempos.

     Alguns cuidados também são importantes na hora da montagem e confecção do buquê como evitar o contato com as pétalas das flores, principalmente das Cattleya, e o esmagamento das flores causado por pequenos acidentes.

     Rosa, lilás, branco, vermelho, amarelo e, ultimamente o azul e violeta, são as tonalidades campeãs dos pedidos no Orquidário Eds Mattos. É importante que as flores e a coloração do ramalhete acompanhem o horário da cerimônia. 

      Dentre tantas opções de cores e estilos de orquídeas, a noiva deve escolher o que ela tiver prazer em usar e a faça se sentir uma princesa no seu grande dia.  Com relação à tradição da flor na lapela dos padrinhos, do noivo e do pai da noiva, em geral escolhe-se um tipo para todos, mas fica bem charmoso o noivo ter destaque com uma flor diferente, que pode ser a mesma flor utilizada no buquê da noiva. O nome dado a essa flor é boutonniere, que em francês significa a flor presa à lapela dos homens que se destacam na cerimônia religiosa, ou CORSAGE.