Classificação das variações cromáticas da Cattleya granulosa adotada pelo

Orquidário Eds Mattos

Classificação atualizada por Edison Antonio de Mattos.

Partes dessa classificação fazem parte da obra "Cattleya granulosa Lindley e suas formas na Região Nordeste do Brasil", na qual, o conteúdo está protegido pela Lei de Direitos Autorais, cujo Registro ou Averbação encontra-se em poder dos autores, desde a data do dia 29/09/2015.

 

I - Introdução

                       A Cattleya granulosa, espécie de orquídea mais representativa da flora do Rio Grande do Norte, apresenta uma concentração de indivíduos em valor considerável em áreas localizadas na faixa leste do Estado do Rio Grande do Norte.   A maior concentração de indivíduos está localizada entre os municípios de São Miguel do Gostoso e de Canguaretama, na divisa com o estado da Paraíba.    Precisamente, a faixa de maior ocorrência da Cattleya granulosa pode ser demarcada a uma distância de 10 a 12 km a partir do litoral leste do Rio Grande do Norte em direção ao interior do continente.

                  O estudo das variações de cores e formas (não confundir com variedades) das Cattleya granulosa vem causando muitas discussões ao longo dos anos devido à quantidade de exemplares diferentes um do outro, sendo quase sempre impossível notar muitas semelhanças entre indivíduos.       Além disso, percebemos que em alguns casos, de acordo com as condições de cultivo da Cattleya granulosa, as mesmas podem modificar os padrões cromáticos das pétalas e sépalas das flores e também a forma geral das florações ao longo do tempo.       Estas modificações estão relacionadas a presença de elementos nutricionais, intensidade e quantidade de iluminação, intensidade dos ventos, umidade relativa do ar, dentre outros elementos existentes nos locais onde vegetam.       

                    Desde 1995, quando começamos as pesquisas de estudo acerca da Cattleya granulosa no Estado do Rio Grande do Norte, começamos a colher informações importantes sobre as variações das características da espécie que levaram a publicação desta classificação de forma a agrupar os exemplares que apresentam características comuns e destacar exemplares que apresentam modificações exclusivas que saem do contexto descritivo da Cattleya granulosa realizada pelo botânico John Lindley, em 1842.      

                   Este estudo, sem fins lucrativos e sem auxílio de verbas governamentais, de caráter informativo e cultural, visa trazer a sociedade, a necessidade de preservação da espécie nos habitat, e, mostrar as variações novas de cores e formas da Cattleya granulosa diferente dos conceitos registrados na literatura científica até a data de publicação deste estudo.     Além disso, este estudo serve de base para a classificação das Cattleya granulosa que estão sendo multiplicadas e cultivadas pelo Brasil afora.

                    As variações cromáticas descritas neste estudo de Cattleya granulosa podem sofrer alterações a medida que vão surgindo novos exemplares cujas cores e formas não sejam enquadradas nas descrições realizadas a seguir.    Portanto, esta classificação poderá ser alterada ao longo do tempo para se adequar às novas descobertas desta bela espécie.

                  Para facilitar a visualização dos padrões cromáticos utilizados nesta classificação foi anexada uma escala de visualização da evolução dos padrões cromáticos da Cattleya granulosa mais abaixo no ANEXO I 

II - Critérios, conceitos e diretrizes adotados para a sistematização da classificação

                       

                     Para que a classificação tenha a sua estruturação realizada em bases científicas, foi necessário rever os conceitos básicos acerca da descrição da Cattleya granulosa realizada pelo botânico John Lindley* em seus registros, no ano de 1842, considerando este, o ponto de partida da classificação, juntamente com os conceitos pré-existentes de classificação de outras Cattleya bifoliadas cuja morfologia tem semelhança com a Cattleya granulosa

                       A ocorrência de máculas (manchas bem definidas ou pontos circulares, cuja coloração varia de rosa claro, passando pelo vermelho e chegando a púrpura escuro que se difere dos pigmentos das pétalas e sépalas, variando até aproximadamente 2mm) foi definida como uma das características mais marcantes da espécie.    São raros os exemplares que não apresentam as máculas, sendo estas consideradas um pigmento de cor nas pétalas e sépalas.     As formas albinas, albescens e semi-alba são as únicas que não podem conter máculas nos segmentos florais diferente das demais variedades.   Em Cattleya granulosa o albinismo (ausência de pigmento nos segmentos florais) se manifesta pela coloração verde clara nas sépalas e pétalas das flores sem a presença das máculas que são consideradas um pigmento de cor.          Na descrição da Cattleya granulosa padrão de John Lindley*, consta a informação que as flores podem apresentar as máculas, ou não, sendo assim, optamos por subdividir a classificação das variedades em 3 possibilidades, por exemplo:

                    

I – Cattleya granulosa forma tipo – Neste caso a Cattleya granulosa forma tipo não apresenta máculas nas pétalas e sépalas (ou seja, é considerada uma variedade isenta de máculas – e, se for o caso, para fins de melhor identificação, não sendo obrigatório, pode-se incluir a nomenclatura immaculata que significa “sem manchas ou máculas”);

 

II – Cattleya granulosa forma tipo maculata – Neste caso, a Cattleya granulosa forma tipo apresenta máculas distribuídas de forma generalizada nas pétalas e sépalas;

 

III – Cattleya granulosa forma tipo extra-maculata – Neste caso, Cattleya granulosa forma tipo apresenta uma quantidade superior de máculas nas pétalas e sépalas desfocando em primeiro momento a percepção da coloração padrão geral da flor.

 

                       

               O conceito do registro da forma “CÚPREA” (associado a coloração do metal cobre das pétalas e sépalas da flor) pode ser incluído no conceito da forma VINICOLOR ou TIPO, de acordo com a maior predominância de pigmentação .     O conceito de forma  VINICOLOR está relacionado a pétalas e sépalas passando pelos tons avermelhados chegando ao vinho.  Assim como as flores, cujas sépalas e pétalas, tem coloração rosada clara ou rosa mais escuro também foram inseridas como uma variedade VINICOLOR.      Algumas flores de Cattleya granulosa podem apresentar tons avermelhados ao final da floração, o que não pode ser levado em consideração para fins de classificação por se tratar de um processo de degradação da cor original.

                O conceito de classificação da Cattleya granulosa forma jaimeana*****, registrada pela Engenheira Florestal/Analista Ambiental Lou Menezes foi mantido, uma vez que a variedade realmente apresenta características únicas e bem definidas quando comparada ao universo das formas de Cattleya granulosa encontradas no Rio Grande do Norte.   No entanto, a presença ou não das máculas, gerou uma pequena adaptação à descrição dessa forma subdividindo a mesma em 3 classificações, sendo duas delas novas e dispostas da seguinte forma: a forma descrita como jaimeana padrão com a presença de máculas, depois temos a forma jaimeana immaculata (sem a presença de máculas) e a forma jaimeana extra-maculata (com grande concentração de máculas nas pétalas e sépalas da flor).  Vale ressaltar que a Cattleya granulosa forma jaimeana foi encontrada no litoral sul de Pernambuco.       Não podemos confundir a classificação da forma jaimeana com a forma albenscens, pois a forma jaimeana está descrita com as pétalas e sépalas amarelo-esverdeado com máculas, e a forma albescens não ocorre com pigmentação diferente da verde e não pode apresentar máculas, consideradas estas um tipo de pigmento de cor.

                  O conceito inicial que caracteriza a Cattleya granulosa forma tipo está relacionado a variação das cores das pétalas e sépalas verde-oliva ao marrom escuro nas flores.     Quanto ao marrom, percebemos que esta coloração sofre muita influência do meio ambiente onde as plantas estão vegetando, e, como este padrão pode ou não ser alterado, o marrom manteve a classificação agregada à forma tipo.

               Pesquisando outras formas registradas em entidades internacionais, identificamos a classificação da Cattleya granulosa forma buyssoniana O'Brien******. Esta variedade está relacionada com a Cattleya granulosa Lindley atualmente, e são consideradas inclusive sinônimos pela literatura.    O mesmo ocorre com a Cattleya granulosa forma russelliana Lindl**.

                  Outra variedade de Cattleya granulosa registrada em entidades internacionais é a Cattleya granulosa forma Souvenir Raymond Storms****.     Pelos registros trata-se de uma Cattleya granulosa forma tipo maculata que chama a atenção pela concentração dispersa das máculas nas pétalas e sépalas na flor.   

                   O período correto para a classificação das formas de Cattleya granulosa deve considerado ideal após 3 dias de abertura da flor até 8 dias, no máximo.    Após este período, as flores começam a perder a sua coloração original e passam a adquirir colorações que podem induzir a uma classificação equivocada.     Vale ressaltar que florações expostas diretamente ao Sol intenso da Região Nordeste influenciam diretamente no padrão cromático das cores das flores, o que popularmente chamamos de queima das peças florais se traduzindo em cores mais pálidas e claras que o normal.

                    Formas raras como a albina e a coerulea devem ser observadas por duas florações consecutivas ao longo de um mesmo período, para que seja realizada a comprovação real dos pigmentos e sua intensidade presente nas estruturas florais.    A cor verde claro das formas albina, albescens e semi-alba deve ser analisada rigorosamente dentro do período de 3 a 8 dias, após este tempo, a coloração verde claro assume tons amarelados, influenciando, erroneamente, o teor do resultado da classificação.

 

III - Variações cromáticas (formas) de Cattleya granulosa Lindl

(Classificação Padrão)

01) Cattleya granulosa forma pelórica:

 

Pétalas e sépalas de qualquer cor tendendo a imitar a forma do labelo, porém essa imitação não é perfeita.    Neste caso, a forma pelórica não pode ser confundida com uma forma trilabelo.   Até o momento, não existe registro de uma Cattleya granulosa forma trilabelo pois a  mesma se caracteriza como a repetição idêntica do labelo nas pétalas da flor, inclusive com as granulações bem destacadas.

Fonte: foto e cultivo EMPRESA MULTICLONE

BIOTECNOLOGIA

São José do Rio Preto - SP

Fonte: foto e cultivo EMPRESA MULTICLONE

BIOTECNOLOGIA

São José do Rio Preto - SP

 

02) Cattleya granulosa forma albina:

 

Pétalas e sépalas verde claro, livre de máculas com labelo sem pigmento, podendo ou não haver presença do amarelo próximo a base da coluna.

 

 

 

Fonte: foto e cultivo Everton Martins de Oliveira

Natal/RN

Fonte: foto e cultivo Everton Martins de Oliveira

Natal/RN

É considerada o primeiro registro fotográfico de uma Cattleya granulosa forma albina de reconhecimento público e presencial enc0ntrada na natureza nas matas do Rio Grande do Norte.    Foi encontrada no município de Parnamirim, no Bairro do Jiqui,  onde atualmente encontramos o empreendimento  CIDADE DOS BOSQUES.      A data deste primeiro contato com esta rara variedade de Cattleya granulosa foi final de outubro do ano de 1996.    A planta foi encontrada em arbusto no qual recebia iluminação direta pela manhã e difusa durante a tarde a uma altura de 1m acima da cobertura vegetal de duna.     A área no qual a planta se localizava, em 1996, se encontrava em  processo de degradação do meio ambiente em decorrência da extração madeireira e imobiliária.     Este exemplar foi cultivado com sucesso por 10 anos em cesto de madeira de ipê sem substrato.    Podem existir outros registros dessa rara variedade de Cattleya granulosa porém este é o registro mais conhecido.

 

Fonte: foto Severino Carvalho Medeiros - Natal/RN

Cultivo: Everton Martins de Oliveira - Natal/RN

Fonte: imagem de Lou Menezes extraída da segunda contracapa  da edição número 83 do Boletim da CAOB.

Cattleya granulosa forma albina "MUNDO DA LUA"

O primeiro registro de um exemplar albino de Cattleya granulosa de reconhecimento público e presencial encontrado nas matas do estado de Pernambuco.

 

 

Fonte: imagem de Odilon Cunha - Orchis - PE.

Cattleya granulosa forma albina "MUNDO DA LUA"

O primeiro registro de um exemplar albino de Cattleya granulosa de reconhecimento público e presencial encontrado nas matas do estado de Pernambuco.

 

 

Fonte: Imagem e cultivo David Pessoa - PE

Cattleya granulosa forma albina "DAVID PESSOA"

Fonte: Imagem e cultivo David Pessoa - PE

Cattleya granulosa forma albina "DAVID PESSOA"

Cattleya granulosa forma albina "DAVID PESSOA"

Exemplar albino de Cattleya granulosa encontrado por David Pessoa Ribeiro na data de 2 de julho de 2017,  na localidade de Ipojuca/PE, litoral Sul do Estado de Pernambuco.   É considerado o segundo exemplar de Cattleya granulosa forma albina encontrado no Estado de Pernambuco de reconhecimento público e presencial.    Podem existir outros exemplares, porém este é o mais conhecido.

Fonte: Imagem e cultivo David Pessoa - PE

Cattleya granulosa forma albina "DAVID PESSOA"

Fonte: Imagem e cultivo Luiz Dutra Neto - PE

Cattleya granulosa forma albina "JOSÉ DOMÍCIO"

Fonte: Imagem e cultivo Luiz Dutra Neto - PE

Cattleya granulosa forma albina "JOSÉ DOMÍCIO"

Fonte: Imagem e cultivo Luiz Dutra Neto - PE

Cattleya granulosa forma albina "JOSE DOMICIO"

Cattleya granulosa forma albina "JOSÉ DOMICIO"

Exemplar albino de Cattleya granulosa encontrado pelo orquidófilo Luiz Dutra Neto,   em  julho de 2017,  na localidade de Ipojuca/PE, litoral Sul do Estado de Pernambuco.   É considerado o terceiro exemplar de Cattleya granulosa forma albina encontrado no Estado de Pernambuco de reconhecimento público e presencial.    Podem existir outros exemplares, porém este é o mais conhecido.    Luiz Dutra Neto reside na Enseada dos Corais, Cabo de Santo Agostinho/PE.      O nome sugerido a planta faz referência ao falecido Sr. JOSÉ DOMÍCIO, orquidófilo de Cabo de Santo Agostinho/PE, responsável por inspirar e influenciar muitos cultivadores pernambucanos com seus conhecimentos para com as orquídeas.   

03)  Cattleya granulosa forma albescens:

 

Pétalas e sépalas verde claro, livre de máculas com labelo branco na base, com um leve sopro rosado, ou pouquíssimos grânulos coloridos contrastando com o fundo branco do labelo.

Cattleya granulosa forma albescens "SEVERINO CARVALHO"

Cultivo: Severino Carvalho

Natal - RN

Foto: (1) Maximo Antonio Ribeiro de Sousa e (2) Severino Carvalho

Natal - RN

Magnifico exemplar descoberto em meados de 2003 no bairro de Pitimbu, em Natal.    Planta totalmente verde nas pétalas e sépalas com labelo creme.   A presença de apenas dois grânulos carmim no labelo são as justificativas pelas quais  este exemplar foi classificado como forma albescens.

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Cattleya granulosa forma albescens Mattos' DUNA BLANCA

Fonte: Edison Antonio de Mattos - Nísia Floresta/RN.

 

04)   Cattleya granulosa forma semi-alba:

 

Pétalas e sépalas verde claro sem máculas, com labelo branco na base, com grande concentração de grânulos com pigmento, localizado em um plano superior ao fundo branco, em contraste.

 

 

Fonte: foto e cultivo Tiago César.

Recife - PE

 

05)  Cattleya granulosa forma viridiflora:

 

Pétalas e sépalas verde amareladas ou verdes com venosidades, sem máculas e labelo tipo (colorido).

 

 

05.a)  Cattleya granulosa forma viridiflora maculata:

 

Pétalas e sépalas verdes ou verde amareladas, com máculas ou venosidades, e labelo tipo (colorido).

 

 

05.b)  Cattleya granulosa forma viridiflora extra-maculata:

 

Pétalas e sépalas verdes ou verde amareladas, com grande presença máculas ou venosidades, e labelo tipo (colorido).

 

 

06)  Cattleya granulosa forma áurea:

 

Pétalas e sépalas variando do amarelo claro para o alaranjado, sem máculas.     Labelo padrão.

 

06.a)  Cattleya granulosa forma áurea maculata:

 

Pétalas e sépalas variando do amarelo claro para o alaranjado, com máculas.   Labelo padrão.

 

 

06.b)  Cattleya granulosa forma áurea extra-maculata:

 

Pétalas e sépalas variando do amarelo claro para o alaranjado, com grande presença de máculas.     Labelo padrão.

 

 

Fonte: foto e cultivo Maximo Antonio Ribeiro de Sousa

Natal - RN

 

Cattleya granulosa forma áurea extra-maculata delicata MARILIA

Fonte: Revista O MUNDO DAS ORQUÍDEAS - NÚMERO 20

Fotografia de Severino Carvalho - VII Exposorn 

Natal - RN

Cultivo: Carlos Neves

Natal - RN

 

07)  Cattleya granulosa forma vinicolor:

 

Pétalas e sépalas de colorido  passando pelo vermelho chegando ao vinho, sem a presença de máculas.    O labelo pode variar a sua coloração do púrpura ao vinho.

 

 

07.a)  Cattleya granulosa forma vinicolor maculata:

 

Pétalas e sépalas de colorido passando pelo vermelho chegando ao vinho, com a presença de máculas.   O labelo pode variar a sua coloração da púrpura ao vinho.

 

 

07.b)  Cattleya granulosa forma vinicolor extra-maculata:

 

Pétalas e sépalas de colorido passando pelo vermelho chegando ao vinho, com grande presença de máculas.    O labelo pode variar a sua coloração da púrpura ao vinho.

 

 

Fonte: imagem e cultivo Severino Carvalho 

Natal/RN

 

08)  Cattleya granulosa forma jaimeana*****:

 

"Pétalas e sépalas amarelo-esverdeadas com máculas vermelhas e labelo de coloração branca com mancha rósea quase imperceptível circundando o lobo central com forte amarelo no istmo deste labelo" (descrição do registro da forma realizada por Lou Menezes).

 

Fonte e imagem: Registro da forma realizada por Lou Menezes no Boletim da CAOB 83.

 

08.a)  Cattleya granulosa forma jaimeana***** immaculata:

 

Pétalas e sépalas amarelo-esverdeadas sem máculas e labelo de coloração branca com mancha rósea quase imperceptível circundando o lobo central com forte amarelo no istmo deste labelo (adaptação da forma à descrição de Lou Menezes).

08.b)  Cattleya granulosa forma jaimeana***** extra-maculata:

 

Pétalas e sépalas amarelo-esverdeadas com volume de máculas vermelhas acima da descrição padrão e labelo de coloração branca com mancha rósea quase imperceptível circundando o lobo central com forte amarelo no istmo deste labelo (Adaptação da forma à descrição de Lou Menezes).

08.c)  Cattleya granulosa forma jaimeana***** potiguar:

 

Pétalas e sépalas amarelo-esverdeadas com máculas vermelhas e labelo de coloração branca com pouquíssimos grânulos rosados espalhados pelo lobo central  com forte amarelo no istmo deste labelo (Adaptação da forma à descrição de Lou Menezes).

Fonte: imagem e cultivo de Odilon Cunha - Orchis - Recife/PE.

Cattleya granulosa forma jaimeana potiguar "TAKASHI SAIBARA"

 

Cattleya granulosa forma jaimeana potiguar MATTOS' "LUAR DO SERTÃO"

08.d)  Cattleya granulosa forma jaimeana***** íntegra:

 

Pétalas e sépalas amarelo-esverdeadas com máculas vermelhas e labelo de coloração totalmente rosada com forte amarelo no istmo deste labelo (Adaptação da forma à descrição de Lou Menezes).

Cattleya granulosa forma jaimeana íntegra  MATTOS' "GREEN LIGHT"

Fonte: imagem e cultivo de Severino Carvalho - Natal/RN

Cattleya granulosa forma jaimeana íntegra  MATTOS' "GREEN LIGHT"

Fonte: imagem e cultivo de Severino Carvalho - Natal/RN

09)  Cattleya granulosa forma coerulea:

 

Pétalas e sépalas variando na cor verde ao verde oliva, sem máculas.     Labelo com pigmentação azul coeruleo, podendo ou não haver a presença do amarelo no istmo do labelo.

09.a)  Cattleya granulosa forma coerulea maculata:

 

Pétalas e sépalas variando na cor verde ao verde oliva, com a presença demáculas. Labelo com pigmentação azul coeruleo, podendo ou não haver a presença do amarelo no istmo do labelo.

Fonte: imagem e cultivo de Odilon Cunha - Orchis - Recife/PE.

Cattleya granulosa forma caerulea maculata "VENTOS DO MAR".

 

09.b)  Cattleya granulosa forma coerulea extra-maculata:

 

Pétalas e sépalas variando na cor verde ao verde oliva, com grande presença de máculas.    Labelo com pigmentação azul coeruleo, podendo ou não haver a presença do amarelo no istmo do labelo.

10)   Cattleya granulosa forma coreulescens:

 

Pétalas e sépalas variando do verde claro ao verde-oliva, sem a presença de máculas.Labelo com leve sopro azulado, havendo ou não, a presença do amarelo no istmo do labelo.

10.a)   Cattleya granulosa forma coreulescens maculata:

 

Pétalas e sépalas variando do verde claro ao verde-oliva, com a presença de máculas.   Labelo com leve sopro azulado, havendo ou não, a presença do amarelo no istmo do labelo.

10.b)   Cattleya granulosa forma coreulescens extra-maculata:

 

Pétalas e sépalas variando do verde claro ao verde-oliva, com grande presença de máculas.   Labelo com leve sopro azulado, havendo ou não, a presença do amarelo no istmo do labelo.

11)   Cattleya granulosa forma tipo:

 

Pétalas e sépalas de tonalidade variando do verde-oliva ao marrom, sem a presença de máculas.     Labelo variando a sua coloração do rosa, passando pelo carmesim, chegando a púrpura.

11.a)   Cattleya granulosa forma tipo maculata:

 

Pétalas e sépalas de tonalidade variando do verde-oliva ao marrom, com a presença de máculas.      Labelo variando a sua coloração do rosa, passando pelo carmesim, chegando a púrpura.

Fonte: foto e cultivo Severino Carvalho - Natal/RN

Cattleya granulosa forma tipo maculata LENINI

Fonte: foto e cultivo Severino Carvalho - Natal/RN

11.b)   Cattleya granulosa forma tipo extra-maculata:

 

Pétalas e sépalas de tonalidade variando do verde-oliva ao marrom, com grande presença de máculas.     Labelo variando a sua coloração do rosa, passando pelo carmesim, chegando a púrpura.

Fonte: foto e cultivo Reginaldo Vasconcelos

Governador Valadares - MG

Fonte: foto e cultivo Severino Carvalho - Natal/RN

Fonte: foto e cultivo Severino Carvalho - Natal/RN

Fonte: foto e cultivo Severino Carvalho - Natal/RN

Fonte: foto e cultivo Severino Carvalho - Natal/RN

Fonte: foto e cultivo Severino Carvalho - Natal/RN

Fonte: foto e cultivo Severino Carvalho - Natal/RN

12)   Cattleya granulosa forma rosada maculata:

 

Pétalas e sépalas de tonalidade variando do rosa claro ao rosa pink, com poucas maculas distribuídas nas pétalas e sépalas.     Labelo variando a sua coloração do rosa, passando pelo carmesim, chegando a púrpura.

Cattleya granulosa var. rosada MATTOS' "SUN' S ROSE"

Cattleya granulosa var. rosada maculata  Mattos' "Mara Beatriz"

(antes era classificada como vinicolor)

 

Cattleya granulosa var. rosada maculata Mattos' "Eds"

 

Fonte: imagem e cultivo Severino Carvalho - Natal/RN

Fonte: imagem e cultivo Severino Carvalho - Natal/RN

IV - Classificação secundária

                   Entram nesta classificação, plantas cujos padrões cromáticos já foram analisados e classificados anteriormente, porém neste momento serão levados em consideração apenas os desenhos nos elementos florais de destaque.     Portanto, a classificação deve ser realizada normalmente pela tabela de CLASSIFICAÇÃO PADRÃO com o nome da forma atribuída e, posteriormente, faz-se a análise dos desenhos ou disposições das máculas e pigmentos, atribuindo-se assim uma classificação complementar.

V - Classificação das variações pela forma do desenho do colorido na flor 

(Classificação secundária)

01) Delicata:

 

Pétalas e sépalas de qualquer pigmento, com ou sem máculas, e labelo creme ou rosado com uma falha perceptível dos pigmentos dos grânulos na borda.

 

Fonte: foto e cultivo Jefferson Ribeiro

Camaragibe - PE

02)  Marginata:

 

Pétalas e sépalas de qualquer colorido com a união das máculas margeando as pétalas.

03) Multiforme:

 

Flores com desenhos nas pétalas e sépalas não se encaixando em nenhuma outra categoria.

 

(Anexo I)

Referências e registros utilizados neste estudo:

 

*Lindley, John. (1842) Edwards's Botanical Register 28: t. 1.

(Cattleya granulosa Lindley)

 

** Drake, Sarah. (1845) Edwards's Botanical Register 31.

(Cattleya granulosa var. russeliana)

 

***Fitch, Walter Hood. (1858)  Curtis's Bot. Magazine 84.

(Cattleya granulosa)

 

****Lindemann, E. Von. (1899) Lindenia, Iconographie des Orchidées 15.

(Cattleya granulosa var. Souvenir de Raymond Storms)

 

*****Menezes, L.C. Boletim da CAOB 83.

(Cattleya granulosa var. jaimeana - L. C. Menezes)

 

******O’Brien, Gard. Chron. (1890): 588.

(Cattleya granulosa var. buyssoniana O’Brien)

 

Fowlie, J. A. The Brasilian Bifoliate Cattleyas and Their Color and Varieties.

 

Guido, J. Braem.  The Brasilian Bifoliate Cattleyas.

 

Mattos, Edison A. Cattleya granulosa Lindley. www.orquidarioedsmattos.com.br

 

 

Colaboradores:

 

Nossos agradecimentos especiais a nossos colaboradores:

ERWIN BOHNKE (SP)

JAIME AZOUBEL (PE)

FRANCISCO MIRANDA (USA)

CARLOS GOMES (SC)