Histórico da vida de Eds Mattos

Com apenas 11 anos de idade Eds Mattos já cultivava orquídeas nobres em se orquidário na cidade de Passo Fundo/RS.

Edison  com uma Cattleya Portia Tipo adquirida no Orquidário Morumby, em São Paulo.   Esta planta foi um presente a Eds Mattos oferecida pelo proprietário do orquidário mais conhecido de São Paulo na época, o Sr. Peter Meyer Pflug.

A bela Cattleya Enid Butterfly X Cattleya granulosa (Cattleya Florália Story), uma das primeiras plantas cultivadas por Eds Mattos.

Eds Mattos dentro de seu pequeno orquidário na cidade de Passo Fundo/Rio Grande do Sul.    Uma pequena estufa construída em vidro e alumínio.   Este foi uma dos mais queridos presentes que Eds Mattos ganhou de seus pais.     Mas o projeto foi desenvolvido quando tinha apenas 13 anos.

Eds Mattos na capital potiguar em sua primeira exposição de orquídeas na cidade de Natal/RN.

Nas mãos, o Phaphiopedilum insigne que Dona Celia Theis o cedeu antes de ir morar em Natal, recebendo condecoração pela floração singela no Nordeste do Brasil.

Exemplar de Paphiopedilum insigne no detalhe. Floração registrada ainda em Passo Fundo do Rio Grande do Sul. 

JARDINS SUSPENSOS, o ápice do cultivo de orquídeas na vida de Eds Mattos.   Mais de 17.000 orquídeas e um espetáculo diário de florações que nunca se repete.

     Nascido em Passo Fundo, interior do Rio Grande do Sul, o proprietário do Orquidário Eds Mattos, Edison Antonio de Mattos sempre manteve uma ligação profunda com a natureza. Passou a infância observando com carinho as coisas da terra através das mãos de seu avô Antonio Pucci e sua avó Nair Bernardina, que cultivavam uma horta, um caprichoso pomar e um jardim extraordinário, nos arredores de sua casa. O primeiro contato com as orquídeas aconteceu por acaso, quando tinha apenas 11 anos de idade. Levou para o apartamento um pequeno pedaço de xaxim com uma planta que, embora não apresentasse contato com o solo, permanecia verdejante e viçosa. Essa planta fora retirada da coleção de plantas, que a avó Nair Bernardina Pucci tinha na garagem da sua casa. Depois de seis meses, em cultivo sem cuidados especiais, aconteceu uma grande surpresa: daquele pequeno pedaço verde brotavam hastes maiores que a própria planta. Após algumas semanas, nasceram na planta cachos de flores amarelas, semelhante a cachos de ouro, pois se tratava de um tipo de Oncidium, endêmico da região norte do Rio Grande do Sul.

Eds Mattos com um pequeno grupo de orquídeas asiáticas.  Ao fundo, as torres da Catedral Nossa Senhora Aparecida, em Passo Fundo/RS. 

Cattleya labiata, uma das primeiras espécies nativas do Brasil cultivada por Eds Mattos em Passo Fundo/RS. 

       Foi aí que tudo começou. Na ânsia de conhecer que planta era aquela, cujas raízes não entravam em contato com o solo, mas continuava a crescer e florescer de maneira abundante, é que nasceu a paixão pelas orquídeas.  A família das orquídeas é a maior família dos angiospermas, com mais de 40mil espécies descritas, formas híbridas ou cruzamentos de forma espontânea.  Anteriores ao homem, as orquídeas apresentam vestígios fósseis encontrados do período Jurássico, na era Mesozóica e no período Cenozóico.  A relação homem orquídea teve início, provavelmente na costa mediterrânea ou, então, na China.  A palavra orquídea vem do grego "orkhis", que significa testículo, vez que as primeiras espécies possuíam duas túberas (espécie de calo) gêmeas, que sugeriam os testículos humanos.  O significado das orquídeas é a riqueza, pureza, graça, fragrância, amor e beleza, sugestionam a virilidade e símbolo da luxúria.  Os indígenas bebiam infusão de orquídeas para conferir-lhes poder e força, enquanto os orientais acreditavam que curava de doenças pulmonares e tosses.

Cattleya labiata tipo adquirida em São Paulo no Orquidário Morumby.     O cultivo de Cattleya labiata no sul do país representa um desafio em virtude das condições climáticas do inverno.

Cattleya warnerii coerulea, planta muito rara na época que foi adquirida.   Uma aquisição que marcou a viagem para São Paulo para comemorar os seus 15 anos.

       Na conclusão do Ensino Fundamental, no Colégio Nossa Senhora da Conceição, em PassoFundo/RS,  Edison elaborou um estudo genérico e abrangente sobre as orquidáceas, apoiado pela sua Professora de Ciências Biológicas, a Sra. Dileta Dal Pra.  A partir dessa época, Edison começou a estudar, com maior profundidade, as orquídeas da sua região. Sempre que seu avô Antonio Pucci visitava os amigos brigadianos, na fazenda do 3º Regimento de Polícia Montada, localizada no interior de Passo Fundo, RS, fazia companhia para ir, observar e selecionar alguns exemplares de Tillandsias e pequenas orquídeas, para cultivar em casa.  Aos quinze anos, Edison transfere residência para um apartamento de cobertura.  Com um grande espaço na área externa do apartamento, e projeta seu primeiro orquidário.   Uma pequena estufa em vidro e alumínio, baseada nos deslocamentos de placas de vidro, de modo a coletar o sol, conter o ar gélido e o vento minuano, característico do inverno da região sul.  O espaço escolhido para o orquidário possuía 1,5m,  por 3,5m e 1,85m de altura.

     Era uma inovação para o cultivo de orquídeas em Passo Fundo na época, porque ninguém havia tido a idéia de cultivar orquídeas em um terraço. Edison pediu aos seus pais Edison de Mattos e Mára Beatriz Pucci de Mattos, no seu aniversário, uma viagem, com finalidade de comprar e conhecer orquídeas e orquidários de Atibaia, em São Paulo, de Osório, no Rio Grande do Sul e de Corupá, Santa Catarina. Ganhou do avós Solene e Firmininho de Mattos uma quantia em dinheiro e, com as mesadas recebidas, investidas em plantas, em pouco tempo, o seu orquidário já estava repleto de vários gêneros de orquídeas.

 

     O gosto pelo cultivo de orquídeas oportunizou que Edison fosse apresentado, pelo seu avô Firmininho ao Sr. Albano Schnnor, proprietário da Casa das Linhas, empresa localizada próximo ao Banco do Brasil, ainda na cidade de Passo Fundo, Rio Grande do Sul. O Sr. Albano, pessoa de qualidades incríveis, que cultivava um acervo de plantas valiosas, recebeu Edison com muito entusiasmo e nasceu uma grande amizade, porque ambos tinham a mesma paixão: admiração pelas orquídeas. Muitas foram as mudas de plantas doadas a Edison por seu Albano, mas o principal, foram as suas habilidades, conhecimentos e atitudes, transmitidos nas longas conversas dentro do seu orquidário, todos os sábados, à tarde.

Eds Mattos, com 17 anos, em frente ao seu orquidário localizado na cobertura do Edifício San Conrado, na Avenida Sete de Setembro, 634, em Passo Fundo - Rio Grande do Sul.  As orquídeas do gênero Dendrobium são muito comuns no Sul do Brasil, embora sejam originárias da Ásia.

Um dos primeiros híbridos de orquídeas cultivados por Eds Mattos em sua estufa em Passo Fundo/RS.   Esta planta foi adquirida em Balneário Camboriú, onde Eds Mattos passou as férias de verão durante 18 anos de sua vida.

     Depois de mais algum tempo, percebendo que as orquídeas mexiam com a cabeça de Edison, a sua mãe Mára, apresenta-lhe os pais de uma colega de trabalho, o casal Oswaldo e Célia Theis, pioneiros da orquidofilia passofundense, juntamente com seu Albano Schnnor. O orquidário de seu Oswaldo, de profissão motorista de ônibus, era o mais variado e na primavera o espetáculo começava com os mais de dez troncos de xaxim repletos de Dendrobium nobile, espalhados pela garagem, onde florejavam várias touceiras de Dendrobium densiflorum, e no ápice, as florações com mais de 200 Laelia purpurata. Visitar os jardins de seu Oswaldo, para Edison, era visitar o paraíso. Muitas foram as plantas cedidas à Edison por seu Oswaldo. A casa de seu Oswaldo e dona Célia Theis se localizava na Avenida Presidente Vargas, próximo ao Supermercado Scortegagna, após da Brigada Militar, em Passo Fundo, RS.

 

   Depois de algum tempo, Edison é apresentado ao Prof. Adil Pacheco, da Universidade de Passo Fundo, oportunidade em que fora realizada a primeira exposição de orquídeas da Universidade de Passo Fundo, integrada a um projeto de extensão de comercialização e produção de orquídeas.  Nesse tempo, paralelo ao cultivo às orquídeas, Edison conclui o segundo grau no Colégio Nossa Senhora da Conceição e começa a dar aulas particulares de física e matemática para alunos com dificuldades.  As aulas fizeram parte da sua vida até o ingresso na Faculdade de Engenharia Civil da Universidade de Passo Fundo.

     Após o ingresso na faculdade de Engenharia Civil, Edison continuava a cultivar orquídeas.  Aos 20 anos, Edison vem a Natal, Rio Grande do Norte, juntamente com seus pais, para conhecer o Nordeste, e se apaixona pela cidade.  Transfere-se para a Universidade Federal do Rio Grande do Norte, Departamento de Engenharia Civil, na época dirigido pelo Sr. Roberto José de Medeiros e, em menos de seis meses, Edison já estava morando em Natal, capital do Rio Grande do Norte.

     Natal, capital do Rio Grande do Norte, cidade que apresenta uma qualidade de vida invejável, belas praias, clima ameno e brisas leves. Com a vinda de toda sua família para Natal, Edison retoma o cultivo das orquídeas em solo potiguar. Conhece Helena Bensadon, orquidófila "de carteirinha", apaixonada por orquídeas, proprietária de um acervo de plantas variadas, que apresenta a Edison a Cattleya granulosa.

     Nas imediações da Lagoa de Genipabu, no município de Extremoz, em companhia de um guia local conhece a flora epífita regional e vê, pela primeira vez, uma Cattleya granulosa em plena floração. A planta estava próximo ao Cemitério de Genipabu, numa árvore de Ubaia, isolada na mata de duna existente no local. Era como se a natureza se revelasse em todo seu esplendor através de uma planta. As cores marrons das pétalas e sépalas, juntamente com o púrpura dos labelos daquela Cattleya granulosa, realçado pela ramagem verde da Ubaia, ofereciam um espetáculo inigualável para um único espectador, que, a partir daquele dia viria a se tornar um dos orquidófilos apaixonados pela espécie.

Eds Mattos, já formado em Engenharia Civil - UFRN, exibindo um exemplar de híbrido de orquídea, na Exposição da Sociedade Orquidófila do Rio Grande do Norte - SORN.

Em 2012, o projeto dos JARDINS SUSPENSOS do ORQUIDÁRIO EDS MATTOS sai papel no interior do Município de Nísia Floresta/RN.

     Desde o dia que viu a Cattleya granulosa florida em Genipabu, Edison não parou mais de visitar e procurar habitat dessas plantas para ver e fotografar as florações e acompanhar o espetáculo contextual da natureza durante as florações. Juntamente com outros orquidófilos de expedição e de longas caminhadas pela restinga, Edison passa, durante muitos anos, procurando e observando, nas mais variadas localidades do litoral norte do Rio Grande do Norte, os nichos dessa bela espécie.

  Aos 23 anos, Edison começa a participar, timidamente, das exposições promovidaspela Sociedade Orquidófila do RN e pelo Círculo Potiguar de Orquidofilia. Após concluir o curso de Engenharia Civil, na UFRN, Edison adquire no Orquidário Ponta Negra alguns exemplares de híbridos do gênero Vanda.  Depois de muitos estudos, construção de conhecimentos, habilidades de manejo e cultivo com as orquídeas do gênero Vanda, Edison começa a verificar que as plantas, sob seu cultivo, apresentavam resultados fora do comum em relação aos demais cultivadores Brasil.

     Por volta dos 26 anos, Edison já entrava para o grupo dos melhores produtores de Vanda da atualidade. As plantas cultivadas e expostas eram as mais belas e premiadas. Paralelo ao cultivo de Vanda, Edison consegue desvendar os segredos do cultivo da Cattleya Granulosa e híbridos de Cattleya em viveiros e mescla o seu cultivar com as duas espécies. Aos 28 anos recebe as primeiras premiações de cultivo na capital potiguar através do Circulo Potiguar de Orquidofilia (CPO) e da SORN (Sociedade Orquidófila do Rio Grande do Norte). Em meados de 2007, já com um número elevado de plantas adultas da espécie Vanda, Edison busca a produção de hastes de orquídeas para ornamentação, vez que o seu cultivar obtinha um número elevado de florações graúdas e majestosas.

    Através da Nick Flores, Edison conquista o selecionado e exigente público de flores nobres e raras, em Natal. Depois da Nick Flores, outros parceiros, decoradores e profissionais surgem em busca das belezas cultivadas por Edison. Para mulheres é preferível oferecer orquídeas de cor bege, rosa, vinho, púrpura, magenta, vermelha, azul, violeta e coral, com fragrância sutil.  Já para os homens o branco, verde e o amarelo são mais indicados. A oferta de uma flor solitária sugere elegância e exclusividade.

 

     No ano de 2008, o sucesso, repleto de premiações nas exposições de orquídeas, inclusive com o Troféu Igara Guerra, oferecido à melhor Cattleya Granulosa em exposição no Rio Grande do Norte. O sucesso aliado à admiração do público, fazem com que Edison invista na produção de hastes florais, quando convidado a participar do Projeto de Flores Ornamentais e Plantas Medicinais, integrando o Catálogo do SEBRAE/RN, que agrega os maiores produtores do estado.

    Finalmente, a partir de 2009, constrói sua residência numa área maior, onde projeta um orquidário, com maior capacidade de produção, estrutura modificada, adequada e adaptada ao clima do Rio Grande do Norte. Em 2010, o sucesso se repete nas exposições, quando o voto popular elege suas orquídeas como as mais belas. Por decisão inusitada da diretoria da SORN, Edison passa ser hors concours (fora de julgamento, acima de qualquer concurso), premiado pelo amor que dedica às orquídeas.

  Nesse ano, conhece Ignez Motta, proprietária da Nick Flores, em Natal e grande admiradora de orquídeas, que se desafia a fazer um trabalho de mudança cultural e divulgar a orquídea, como flor de corte, à sociedade natalense. Desde 2007, a Nick Flores se torna referência no uso de hastes de orquídeas, produzidas por Edison, para montagem de majestosos arranjos, finos buquês e exóticas decorações. A elegância, a beleza e a criatividade dos arranjos e buquês feitos por Ignez com as orquídeas produzidas por Edison chamam a atenção do público natalense, que gradativamente, se conscientiza do luxo, exuberância, valor ímpar, raridade, glamour, sofisticação, do exótico e da exclusividade, característica do gênero Vanda.

    Ainda em 2010, Eds Mattos esboça os primeiros traços do projeto dos JARDINS SUSPENSOS, uma vez que as instalações do novo orquidário já não estavam mais comportando a demanda das flores.  Além disso, o local escolhido para a implantação do novo orquidário restringia a expansão do mesmo para outros ramos ligados ao turismo e à visitação pública, pois estava localizado dentro de um condomínio de fechado na cidade de Parnamirim, no Rio Grande do Norte.

    Em 2011 o projeto dos JARDINS SUSPENSOS do Orquidário Eds Mattos começa a sair do papel com a aquisição de uma área localizada na zona rural de Nísia Floresta, próximo à Estrada do Lago Azul. Além de produzir flores e buquês de noiva, os JARDINS SUSPENSOS foram uma estrutura projetada para entrar na rota turística do Estado do Rio Grande do Norte e trazer a conhecimento público a Cattleya granulosa.

     A obra de construção dos JARDINS SUSPENSOS demorou mais de 12 meses de trabalho intenso para ser concretizada. Os JARDINS SUSPENSOS são formados por uma superestrutura de madeira rústica suportada por 64 pilares de concreto armado nas quais são suspensas mais de 17.000 orquídeas ao longo de suas longas alamedas. É a primeira estrutura 100% suspensa específica para o cultivo de orquídeas de grande porte do Brasil.

    No final de 2011, Eds Mattos conclui a obra dos JARDINS SUSPENSOS, e a nova logomarca do ORQUIDÁRIO EDS MATTOS é criada. Fevereiro de 2012, inicia com os JARDINS SUSPENSOS de portas abertas recebendo turistas de várias partes do mundo, noivas, floristas e decoradores. Em pouco tempo, a beleza ímpar do visual dos JARDINS SUSPENSOS chama a atenção de todos que o visitam. Orquídeas de várias partes do planeta florescem ao mesmo tempo, e várias vezes ao ano, em um espetáculo que se renova todos os dias.

As florações de Blc. Chinese Beauty Whey-Chu explodem em janeiro de 2014 em um espetáculo de rara beleza no alto dos JARDINS SUSPENSOS.

Mais de 150 flores ao mesmo distribuídas em 43 touceiras.

As super florações de Cattleya Portia, todas touceiras vindas de uma mesma planta mãe que Eds Mattos ganhara no Orquidário Morumby em São Paulo quando tinha 15 anos.

Plantas mais de 17 anos de cultivo.

Blc. Chinese Beauty Whey-Chu no alto dos JARDINS SUSPENSOS em janeiro de 2014.    A imitação da natureza é um dos motivos pelo qual ocorrem exuberantes florações nos JARDINS SUSPENSOS. 

Nos JARDINS SUSPENSOS todas as orquídeas são cultivadas em pedaços de madeira ou totalmente suspensas por fios de arame recoberto de PVC.      Este sistema garante a ventilação necessária ao desenvolvimento das plantas sem doenças.

Flores durante os 12 meses do ano sem sazonalidade de produção garantem buquês de  beleza espetacular no Orquidário Eds Mattos.   

A beleza das florações da Lc. Tiffin Bells X Lc. Mildred Rivers nos JARDINS SUSPENSOS em novembro de 2013.

Florações de Lc. Molly Tyller.

         No início de 2013, Eds Mattos passa a se tornar especialista na produção de buquês de noiva com orquídeas finas e exóticas de alto padrão motivado pelas mais diversas consultorias do SEBRAE/RN.

         E finalmente, no início de 2014, é criada a nova logomarca dos buquês produzidos por Eds Mattos e o sucesso obtido por suas criações ganham o mundo. Eds Mattos passa a se tornar referência na utilização de orquídeas exóticas e composições de alto padrão.